quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quero viver mais 200 anos


Hoje, na hora do almoço, estava assistindo a um programa na GloboNews que tinha como convidado um senhor bem magrinho, de aparência fragilizada, cabelos bem brancos e dentes amarelados, com uma guitarra nos braços. Quando a apresentadora conversou com ele, eu reconheci a sua voz, mas ela não correspondia à imagem que tinha na minha frente. Era Beto Guedes. Ou alguém muito diferente do Beto Guedes que conheci em shows, capas de discos e programas de tevê: um sujeito tímido, de cabelos fartos e boa estampa, autor de canções que até hoje eu adoro, como No Céu com Diamantes, Amor de Índio, Canção do Novo Mundo e muitas, muitas outras. Em seguida, ele começou a cantar uma música do pai, Godofredo, chamada justamente Cantar. Tão linda. Fiquei observando Beto Guedes cantá-la com um fio de voz, tão fraquinho e debilitado, e senti um desalento muito forte, que ia além do espanto com o seu profundo envelhecimento.

Percebi, naquele momento, o quanto eu também envelhecera nos últimos anos, e o quanto ainda vou envelhecer até chegar à idade dele, que tem 59. Doeu em mim intimamente constatar que o homem que fui aos 20 ou aos 30 também não existe, ao menos em sua totalidade. Mas... por que a juventude nos é tão necessária? Por que nos apegamos aos seus últimos sinais como um moribundo que se recusa a ceder ao último suspiro? Provavelmente porque sabemos que, como o cineasta Mario Peixoto disse um dia, quando o ponteiro de segundos do relógio avança, ele não está dizendo: mais um, mais um, mais um. E sim: menos um, menos um, menos um. É claro que já acompanhamos outras vezes, sem perceber, o envelhecimento de pessoas públicas, artistas principalmente. Até chegar o dia em que nos damos conta de que aquele eterno galã da novela das oito ou aquela grande cantora de MPB não exibem mais a forma física de outros tempos. A verdade é que eles são espelhos da nossa própria caminhada rumo à decrepitude. Estão ali para nos mostrar o caminho, como se dissessem: se nós ficamos assim mesmo com plásticas e maquiagens, imagine você.

Beto Guedes, contudo, me pareceu mais decaído do que sugeriria a sua idade. Entra aí, claro, a vida desregrada comum aos artistas: noites perdidas, álcool, farras etc. Não importa. Para mim, foi como se tivesse convivido a vida toda com a pessoa de juventude imutável dos meus 16 anos e, naquele momento, me deparasse repentinamente com o quadro que ela escondia no armário, como um improvável Dorian Gray de Montes Claros. Como artista, ele permaneceu no passado, resumindo-se a cantá-lo: Sol de Primavera, O Sal da Terra e um punhado de canções que em nossa memória vão ficar, para usar versos de sua autoria. Não se reinventou, não trilhou novos caminhos. Talvez isso contribua para que a sua performance na tevê seja ainda mais melancólica, o que é uma pena. Ou talvez o meu olhar é que esteja contaminado. Ao expor sua decadência física em público, Beto Guedes nos brinda com o que a vida tem de mais dolorosamente fascinante: a nossa incompreensão, o nosso assombro e a nossa luta vã contra o oblívio. Tempo, quero viver mais 200 anos.

34 comentários:

Tê Barretto disse...

Poxa, compadre. Você traduziu uma agonia que tenho quando em vez, exatamente nestas aparições de ídolos, referências dos nossos verdes anos. Há aqueles que envelhecem bem e, concordo integralmente com vc, isto tem a ver com a inquietude, com a produção, com o continuar fazendo e se reinventando. A lição sabemos de cor, só nos resta aprender...

Paulo Sales disse...

É verdade, Comadre. Ver Beto Guedes tão velhinho, tão fragilizado, me deixou com o coração apertado, doído. Ainda mais por saber que o processo é esse, que aquele cara aí da foto não existe mais. Envelhecer é uma experiência complicada.
Um beijo

karla disse...

Ai......muito triste....lindo texto. Beijos,

Paulo Sales disse...

Obrigado, Karla. Reli o texto agora, é triste mesmo, mas isso talvez seja fruto do nosso espanto permanente diante da passagem dos anos.
Beijo

Anônimo disse...

Fim de semanana passado, assisti a um show de Flavio Venturi, que Beto Guedes era convidado. Me senti frustrada em ouvir somente 3 de suas musicas. Quando começou a cantar foi lágrimas e emoçoes, muita lembrança e alegria, mas tristeza em nos saber assim tão envelhecidos.
Seu texto traduziu tudo o que senti naquele momento.

Paulo Sales disse...

Obrigado, cara anônima.
É a sensação da passagem do tempo, que afeta nossos ídolos e a nós também. E no caso de Beto Guedes isso fica ainda mais evidente, o que é uma pena.
Grande abraço.

arqui_processo disse...

Hoje comprei o mais recente DVD dele.... Alias estou vendo agora. Muito bom seu post... Realmente o tempo passa e tem que ser vivido. Lembro dos shows do Beto Guedes no Cultura Artística. Ainda bem que eles existem mesmo de cabelos brancos a música continua com sorriso de criança.

Paulo Sales disse...

Muito obrigado pelo comentário.
Sim, temos que aproveitar o tempo que nos é concedido sabe-se lá por quem ou o quê. E também ainda gosto de ouvir Beto Guedes de vez em quando.
Um abraço.

br.h. disse...

nossa! que legal seu site... tambem espero viver uns 2oo anos rsrsrsr

Paulo Sales disse...

Obrigado pelo comentário, br.h.
Quem dera pudéssemos, não?
Um abraço.

Tânia Mara Martini Pereira disse...

Como Eu queria estar por um minuto com Beto Guedes e lhe dar um abraço !!! ... Meu pequeno grande amor, que é você meu eterno ídolo Beto Guedes!!!

Cecília Ferreira disse...

Vejo um grande preconceito com a aparência física, imagino que o universo não nos queira repassar esse ensinamento. Beto Guedes consegue traduzir em suas músicas a essência do ser humano: a alma. Não imagino Beto Guedes reparando, ou pior, comentando a aparência física de alguns. Apesar de o texto do Paulo conter elogios, ele toca na ferida, coisas de quem ouve por ouvir, mas não aprende Esse tipo de comentário não vai atingir o cantor, pois ele mesmo já disse: a lição sabemos de cor...só nos resta aprender.....

Paulo Sales disse...

Oi, Cecília,
Lamento que você tenha tomado como preconceito uma simples constatação da passagem do tempo, não apenas para Beto Guedes, mas também para todos nós. Não o julguei pela aparência, apenas manifestei minha surpresa por sua decadência física, que é evidente. O que não diminui em nada o seu grande talento. Tenho um grande carinho pelo artista e pelas canções que ele nos legou, como acho que fica claro no texto. Claro que meus comentários não vão atingi-lo: ele é muito maior do que isso. Mas lamento que você tenha tomado por preconceituoso um texto que é antes de tudo profundamente afetivo, como os comentários das pessoas acima parecem corroborar. Mas você é obviamente livre para interpretar como quiser.
Um abraço e obrigado pelo comentário.

Gera31 disse...

Boa tarde.

Este texto caiu como uma luva para as minhas indagações sobre Beto Guedes. Sou fã da sua obra, do seu trabalho como músico multi-instrumentista e como cantor. Fiquei atônito ao vê-lo uma vez no programa Altas Horas (muito magro, com aparência doentia e debilitada), cantando com a Maria Gadu. Ele mal tinha voz para cantar a música 'O Sal da Terra'. Cheguei a achar q estava com alguma doença terminal. Realmente, o desgaste físico que ele possui hoje parece de uma pessoa de 80/90 anos.

Paulo Sales disse...

Sim, meu caro Gera, é uma sensação incômoda constatar a passagem do tempo quando ela se dá de forma tão abrupta. Mas, por outro lado, brindemos o fato de que Beto Guedes continua entre nós, mesmo debilitado, e que nos legou canções maravilhosas. Isso é o mais importante.
Um abraço e obrigado pelo comentário.

Anônimo disse...

Ele sempre foi magrinho, mas imagina se fosse o contrario, vc estaria comentando sobo que,obsidade?fala serio!!!!!

Paulo Sales disse...

E você reduzir toda a discussão que está presente no texto e nos comentários acima a isso é simplificar demais, não? Fala sério!

luis fernando Santos disse...

Paulo, não há como deixar de perceber pois como diz o velho adágio "o pior cego é aquele que não quer ver". Quem deseja o bem verdadeiramente de um gênio como ele deve compartilhar essa estranheza. Confesso que perguntei a um amigo se o Beto estaria doente. Ele começou muito garoto, e sua voz "faca amolada" como que corroborava essa imagem juvenil, cabelo longo, leveza no palco, eterno rapaz. Nossa dimensão é .humana Que tenha muita saúde pois é queridíssimo assim como todos os músicos que trazem alegria a todos nós. Lembro da canção El Reloj "por que não paras relógio, não nos faça padecer pois seu badalar me recorda...

Paulo Sales disse...

Olá, Luis
Sim, a derrocada física de Beto Guedes revela nossa dimensão humana, o relógio marcando "menos um, menos um, menos um...", como diria Mario Peixoto. A estranheza se deve a isso mesmo, ao abismo entre o Beto jovem e o Beto de hoje (e ao que fomos ontem e somos hoje). Um artista de canções únicas, por quem tenho grande carinho e gratidão.
Um abraço e obrigado pelo comentário.

Anônimo disse...

tive a felicidade de estar pessoalmente hoje com o grande Beto Guedes. E garanto que não está mais envelhecido que outras pessoas de sua idade. O rosto é o de um coroa de 60 anos, o que ele realmente é. Nosso imaginário é que não desiste de querer ver o menino embrulhado na coberta azul. O tempo passou para ele, para mim, para todos nós. Tudo que pude falar hoje ao meu grande ídolo foi "obrigada pelas lindas canções que foram a trilha sonora da minha adolescência"

Paulo Sales disse...

Fico feliz, caro anônimo, em saber disso. Talvez seja mesmo como você disse: imaginamos sempre o ídolo jovem e cabeludo na coberta azul. Como eu escrevi no texto, a passagem do tempo é para todos nós, e nosso espanto e incompreensão diante dela faz parte do fato de estarmos vivos. Vida longa Beto Guedes e a todos nós.

lisa disse...

Nossa....vc foi delicadamente sombrio...quase apocalíptico...mas como diz o Raul..."vou te encontrar vestida de cetim...pois em qlqr lugar esperas so por mim"....

Paulo Sales disse...

Oi, Lisa
Talvez tenha sido mesmo, mas é um reflexo do que a percepção da vida nos traz, com todas as suas contradições e sobretudo com a sua finitude. Raul como sempre certeiro.
Um abraço.

Anônimo disse...

Beto Guedes não é casado com Silvana,mãe de seus 2 filhos,de quem é essa filha que ele tem,,ele casou-se novamente?

Ricardo Keller disse...

Paulo , seu texto é muito bem escrito, representa o que a maioria dos fã do Beto Guedes sentem , ao comparar sua aparência física atual, com a daquele verdadeiro super herói que ele foi no passado, não em termos físicos mas pela força de suas composições e enorme talento como multi-instrumentista.
Mas, eu não fico triste nem preocupado com a figura do homem Beto Guedes e sim com a constatação de que seu desgaste físico é diretamente proporcional ao seu declínio como artista.
A PÁGINA DO RELÂMPAGO ELÉTRICO , AMOR DE ÍNDIO , SOL DE PRIMAVERA e CONTOS DA LUA VAGA estão, na minha opinião, entre os 200 maiores discos da MPB , em todos os tempos(no meu gosto estão entre os 100).
Nessas 4 obras primas da música universal, ele conseguiu mostrar tudo que sabia em termos de composição,arranjos , interpretação e multi-instrumentista (tocava qualquer tipo de instrumento de corda com maestria e até bateria e percussão).
A partir de VIAGEM DAS MÃOS ,seu quinto álbum, ele de uma hora pra outra, parou de tocar vários instrumentos, começou a compor menos, colocou backing vocals (desnecessários) e tornou seu som mais Pop e comercial, nada parecido com o que apresentou nos 4 primeiros discos,que o fizeram imortal,na minha opinião de crítico e fã.
Não nego que existam músicas muito lindas e bem compostas nos discos a partir de VIAGEM DAS MÃOS e até poderia citar várias aqui mas, aquele Beto Guedes imortal e gênio , cheio de energia criativa e musical,parou em CONTOS DA LUA VAGA.
Quero encerrar esse comentário, agradecendo a Beto Guedes por ele simplesmente ter existido e me proporcionado tantas alegrias e momentos maravilhosos, com sua música. Jamais poderei agradecer completamente. Beto, sinta-se beijado e abraçado, no corpo e em sua alma de borracha.

Paulo Sales disse...

Prezado Ricardo,
Obrigado pelo ótimo comentário.
Concordo com você com relação aos discos, sobretudo Amor de Índio (Feira Moderna, O Medo de Amar, Luz e Mistério e a faixa-título são obras-primas - e ainda tem Cantar, do pai dele) e Contos da Lua Vaga. E quer saber? Gosto também do Viagem das Mãos, para mim o último disco dele a incluir grandes canções (No céu com diamantes, O amor não precisa razão, Balada dos 400 golpes).
Beto envelheceu mal como artista, é verdade, e a constatação de sua decadência física, exposta no texto, é quase uma confissão do nosso próprio envelhecimento. Mas o importante mesmo é o legado que ele nos deixou, descrito por você com muita propriedade.
Essas canções em nossa memória vão ficar.
Grande abraço.

Ricardo Keller disse...

Paulo , agradeço os elogios.
Só pra deixar claro, também gosto do álbum Viagem das Mãos, contém lindas canções.
Me referi a perda daquele conceito genial que podíamos encontrar nos 4 primeiros discos.
A partir desse quinto disco, Beto já não dominava as composições e começou a tocar menos instrumentos.
Além disso, deixou arranjos mais refinados e complexos (antes a cargo de Wagner Tiso entre outros mestres)e trocou por um conceito mais Pop, com backing vocais femininos,etc...
A clara impressão que sinto,é que ou ele perdeu a inspiração musical ou problemas de saúde e timidez o fizeram abrir mão de um trabalho musical mais apurado, como os 4 primeiros álbum mostravam.
Mas, como disse antes, o legado de Beto Guedes (pra mim)é eterno e serei grato a esse mineiro franzino e genial,pro resto da vida.
Grande abraço a todos!

Anônimo disse...

Sim, o envelhecimento é inevitável. A decrepitude, não. Como fã do Beto Guedes e vivendo a magia das Minas Gerais, fui um dos que fez soar o alerta de saúde há 15 anos atrás. A aparência dele não faz jus à idade e outras personalidades ilustres dão prova disso. O próprio Milton, não é mesmo? O problema que afeta o nosso querido Beto é um estado já debilitado do fígado. É o excesso de álcool, meus amigos. Tão somente.

Paulo Sales disse...

É, caro anônimo, o alcoolismo é um drama subestimado. E dói ver um antigo ídolo nessa situação, que hoje, mais de seis anos depois desse texto ter sido escrito, deve estar ainda mais grave. Fiquemos então com sua obra, que é de uma beleza rara.

Ennio Silva disse...

Belo texto, Paulo Sales! Você o escreveu há anos e ainda hoje repercute bem. Somente hoje descobri seu blog e gostaria de escrever um pouco sobre o Beto e a consternação que sua aparência física causa naqueles que o viram apenas nas capas dos discos ou em arquivos de programas de TV. Concordo com você, pois tive a mesma impressão em 1998, quando o conheci em Bauru, onde eu estudava. O Beto tinha então cerca de 45 anos, mas seu aspecto era de um senhor bem mais velho. Muito magro, cabelos bem grisalhos, fumava muito e, dizem, bebia bastante também. Sua condição física e sua performance no palco decaíram muito desde então, mas, para a felicidade de seus fãs, desde 2016, parece que ele está procurando cuidar da saúde. Arrumou os dentes, parou com o whisky e diminuiu a cerveja. Parece mais comedido e tranquilo. Entretanto faço ressalvas ao formato de seus shows e do jeito meio desleixado de suas apresentações (até falei sobre isso no facebook dele). Parece que ele não ensaia as próprias músicas e não capricha na voz. Uma pena! Quanto à decadência do artista, acredito ser esse um fato comum e inevitável. É muito difícil se reinventar artisticamente, vide Eric Clapton BB. King, o próprio Milton, que fazem basicamente o mesmo show há anos e não gravam nada de muito relevante também há muito tempo. O mesmo ocorre com o Beto, penso. Sua arte foi criada talvez na adolescência e explorada o quanto pode nas composições, gravações e apresentações. Restaria para ele colher os frutos das boas sementes que plantou fazendo bons e empolgantes shows. Infelizmente isso não vem acontecendo. Bem que ele poderia acordar a tempo e caprichar mais nessa colheita, nos brindando com boas apresentações. Um abraço a todos!

Paulo Sales disse...

Olá, Ennio. Obrigado pelo comentário.
É verdade, quase 7 anos depois esse texto ainda rende um comentário por aqui de vez em quando. Talvez porque Beto Guedes ainda esteja presente no imaginário de muitas pessoas. Bom saber que ele está se cuidando. Quanto à carreira, é normal que ela tenha estagnado. Os exemplos são muitos, como você citou, e eu acrescentaria Belchior (que já se foi), Jorge Ben e Zé Ramalho, entre tantos outros. Poderia, sim, caprichar mais nos shows. O importante, de qualquer modo, é que temos os velhos discos, com as canções que em nossa memória vão ficar. Essas não envelhecem nunca.
Grande abraço.

Ennio Silva disse...

Com certeza, Paulo! O John Lennon já dizia, no fim dos Beatles, para consolar seus fãs, que os discos ficariam para quem quisesse continuar ouvindo a banda. Então, o Lennon e o George se foram, mas os Beatles estão cada vez mais vivos. De vez em quando coloco os meus vinis do Beto pra rolar, que nem as pedras... É puro som! Mas é isso mesmo. Vendo esses velhos (no bom sentido, claro) artistas, só constato uma coisa: a arte deles aflorou na mocidade e por aí ficou. Não me recordo de nenhum artista que tenha criado algo de relevante em idade mais madura. Porém muitos não abrem mão da qualidade de suas apresentações. Lembro do Ray Charles, impecável, tocando piano e até fazendo solo de sax, poucos anos antes de falecer. O Tony Bennett está aí, em seus 80 e tantos anos, com a voz cada vez melhor, encantando seu público. Como o Beto Guedes, o Milton Nascimento e outros tantos, o repertório deles são os clássicos de suas carreiras. Embora escassas, eles trazem algumas músicas novas, mas sem a veia poética e a melodia de antes. É isso. São humanos como nós, portanto, perecíveis. Abraço!

Anônimo disse...

Olá!!! Estive em 14 de julho de 2017 no show do Beto Guedes em Niteroi. E ele foi impecável!!! Arrebentou nos instrumentais...show que emocionou a todos...diga-se de passagem, esgotado duas semanas antes. Meu coração ficou feliz em rever o poeta com toda sua simplicidade e gigante no palco apesar da aparencia fragil. 33 anos depois revê-lo foi um presente "a sua falta é sol sem calor".

Paulo Sales disse...

Que bom saber disso! Vida longa a Beto Guedes e a suas canções.
Grande abraço.